Direção: Stephen BelberRoteiro: Stephen Belber
Elenco: Jennifer Aniston, Steve Zahn, Margo Martindale, Fred Ward, James Hiroyuki Liao, Woody Harrelson, Yolanda Suarez
É uma das raras comedia romântica que não segue a receita do gênero. Ousadia que o transformou em um fracasso de bilheteria nos EUA que não aprovou a complexidade típica de filme independente em um gênero que estão acostumados a ver “mais do mesmo”.
Começando com o “mocinho” que é a anti tese do príncipe encantado ou do crápula que se regenera pelo amor. Mike (Steve Zahn) é um esquizóide em baixo grau (vive “fechado” em seu mundo e não aprendeu a se relacionar com os outros).
Trata com maturidade o gênero abordando tema mais sérios em suas personagens como as mudanças que o encontro trazem a Mike, o forçando a sair ”do seu mundo” e se aventurar e aprender a se relacionar com os outros. Fator que gera as melhores e as piores cenas do filme.
Mudanças que alterara também a vida de Sue Claussen (Jennifer Aniston) para sempre. A escolha da atriz para este papel, infelizmente não foi muito feliz : Jennifer, não convence na personagem, não conseguindo transmite sua complexidade interior.
Bom ressaltar que é primeiro filme de Stephen Belber como diretor e que também assina o roteiro ( que deveria ser melhor trabalhado). A inexperiência certamente contribuiu para alguns problemas do filme como alteração de cenas “maduras”, com ótimos e complexos diálogos com cenas simples e relativamente bobas, que parecem estar no filme apenas para tentar agradar o público , deslocadas do contexto.
Apesar dos “altos e baixos”, vale a pena assistir o filme. Seja pela “ousadia” de modificar o sub gênero, quanto a sua complexidade temática e a ótima atuação de Steve Zahn que está perfeito em sua complexa personagem.
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